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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Academia Chinesa de Ciências inicia projeto pioneiro de pesquisa em células tronco

A Academia Chinesa de Ciências (ACC) anunciou nesta terça-feira um projeto de pesquisa "estratégico e pioneiro" em células tronco e em medicina regenerativa.

O projeto visa principalmente remover as barreiras que a China enfrenta em pesquisa de células tronco, a ACC disse em sua reunião de trabalho de 2011 em Beijing.


O projeto terá como foco a pesquisa de regulamentações de células tronco, mecanismos essenciais de terapias de células tronco, e outras tecnologias principais, disse.


A ACC revelou que estabelecerá, por meio do projeto, uma plataforma a nível mundial e também uma base de pesquisa para células tronco e medicina regenerativa.


O projeto de pesquisa de células tronco é um entre oito projetos pioneiros da ACC. Os outros incluem projetos nas áreas de divisão nuclear, ciência espacial e energia limpa.

(por Xinhua)

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 Fonte: CRI online  -  26 de janeiro de 2011  -  Disponível em:

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Terapias com uso de células-tronco em ortopedia é realidade no Brasil

Rio - Em palestra ministrada na última terça-feira para um grupo de ortopedistas no Rio de Janeiro, o biólogo e professor da UFRJ, Dr. Radovan Borojevic, apresentou estudos e casos clínicos que comprovam a eficácia de tratamentos com o uso de células-tronco adultas mesenquimais - tipo de célula importante no processo de cicatrização.

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor técnico-científico do laboratório Excellion, Dr. Radovan Borojevic comandou palestra sobre bioengenharia e terapias celulares nesta terça-feira, 26 de outubro, para um grupo dos principais ortopedistas do Rio.

A apresentação, realizada na ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação), contou com a presença de cerca de 20 renomados profissionais da ortopedia brasileira.  Nomes como João Granjeiro Neto, especialista em ortopedia e diretor-médico do Comitê Olímpico Brasileiro, e Hans Dohmann, atual secretário municipal de saúde do Rio, estiveram presentes.

O professor iniciou sua apresentação falando sobre medicina regenerativa. De acordo com o especialista em terapia celular, ela tem como principal objetivo o reparo, a melhoria e até mesmo a cura de doenças causadas por trauma ou por degeneração.

“Tratamentos realizados a partir da própria célula do paciente já são realizados no Brasil e no resto do mundo, inclusive no segmento de ortopedia. As células-tronco adultas mesenquimais são naturalmente capazes de realizar reparo e regeneração de tecidos e, portanto, os resultados da aplicação em pacientes são excelentes”, explicou.

O especialista falou ainda sobre as possíveis fontes de células-tronco adultas e as possibilidades de uso e tratamentos. “A medula óssea e o tecido adiposo são ótimas fontes de células-tronco adultas. Elas podem ser coletadas, cultivadas, manipuladas e aplicadas em pacientes para diferentes fins. As células mesenquimais podem reparar músculos, tendões, cartilagem, osso, sistema nervoso, entre outras possibilidades”, disse Dr. Borojevic.

O biólogo também explicou o processo de funcionamento e de diferenciação das células-tronco adultas: “As células-tronco mesenquimais têm a capacidade de se diferenciar de acordo com o ambiente tecidual em que são aplicadas. Elas não formam ossos onde não deveriam formar. Isso já foi comprovado e nos deixa tranqüilos e seguros para avançarmos ainda mais com as terapias celulares”, contou.

Segundo Dr. Radovan, já foram realizados no Brasil tratamentos celulares em diversos casos como em pacientes que sofriam de necrose da cabeça do fêmur, falha de reparo de fratura de osso, e também em reparo de cartilagem. Todos apresentaram resultados muito positivos, principalmente quando comparados às terapias ortopédicas convencionais.

“Em vários países, tratamentos com o uso das células-tronco adultas já estão sendo realizados com sucesso. No Brasil, as terapias celulares também já estão em franca expansão, inclusive na área da ortopedia. E o que pouca gente sabe é que temos um laboratório brasileiro autorizado pela Anvisa a manipular essas células para uso humano, portanto já estamos vivenciando esta realidade”, finalizou o biólogo.

A palestra contou também com a participação da professora Tatiana Coelho Sampaio, da UFRJ, convidada pelo especialista para apresentar algumas propostas de terapias celulares já em desenvolvimento. De acordo com a bióloga, estudos de tratamentos de lesões raqui-medulares agudas em modelos experimentais já estão sendo realizados no Brasil com sucesso. Dra. Tatiana Sampaio apresentou alguns exemplos de pesquisas já feitas pela equipe de terapia celular da UFRJ, com casos de recuperações funcionais após oito semanas de aplicação.

No fim da palestra, o secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro, Dr. Hans Dohmann, também comentou as terapias celulares, enquanto médico e entusiasta de novos avanços científicos. Para Hans, a biotecnologia tem impacto clínico muito relevante.

“Milhares de pacientes já foram submetidos a terapias celulares com o uso das células-tronco adultas, e até hoje não foi registrado nenhum efeito adverso. Isso atesta a segurança dessas terapias e aumenta ainda mais minhas expectativas. A biotecnologia certamente é um grande avanço clínico mundial. Ela aumenta a qualidade de vida da população e diminui também o custo de tratamentos de saúde ao longo da vida dos pacientes”, finalizou o secretário.

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Fonte: O DIA <online> - , 27 de outubro de 2010 - Disponível em:
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/10/terapias_com_uso_de_celulas_tronco_em_ortopedia_e_realidade_no_brasil_120189.html

sábado, 23 de outubro de 2010

Começam nos EUA testes inéditos com células-tronco em humanos

Pesquisas em Atlanta, que têm aval de agência reguladora, focam pacientes com lesões na coluna vertebral.
Células-tronco têm potencial de se converter em outras células do corpo.
Começaram nos Estados Unidos os primeiros testes oficiais do mundo feitos com células-tronco embrionárias humanas, com aval de reguladores estatais.

Em Atlanta, médicos estão usando as células-tronco para tratar lesões severas na coluna vertebral, após autorização da FDA, agência governamental americana que regula medicamentos e alimentos. Os médicos informaram que já têm um paciente para os testes iniciais.

A técnica envolve a retirada de células de minúsculos embriões humanos, que têm o potencial de se converter em diferentes tipos de células do corpo, inclusive no sistema nervoso.

Durante os testes, serão injetadas células-tronco na coluna vertebral dos pacientes, para avaliar se o procedimento é seguro.

Nos estudos realizados com animais, camundongos com paralisia recuperaram alguns movimentos. Mas ainda não se sabe se o método trará benefícios a seres humanos, conforme relata a repórter de saúde da BBC News, Michelle Roberts.

Experimental

A cada ano, cerca de 12 mil pessoas sofrem lesões na coluna nos Estados Unidos. As causas mais comuns são acidentes automobilísticos, quedas, tiros e lesões esportivas.

Nos testes de Altanta, pacientes que se lesionaram nos 14 dias anteriores ao estudo receberão o tratamento experimental.

A empresa responsável pelos testes, Geron Corporation, defende que a técnica pode no futuro ajudar a regenerar células nervosas em pacientes com paralisia.

Já críticos do método consideram-no um experimento com seres humanos e pedem que seja banido.

'Décadas'

O presidente da empresa, Thomas Okarma, comemorou a autorização para iniciar os testes. "Quando começamos a trabalhar com células-tronco embrionárias, em 1999, muitos imaginaram que se passariam décadas até que uma terapia celular fosse aprovada para testes clínicos humanos."

Mas é possível que a confirmação de que o tratamento é seguro - e eficiente - ou não só venha depois de anos de testes rigorosos.

"As notícias são empolgantes, mas é importante (lembrar que) o objetivo dos testes nesta etapa deve ser primeiro confirmar se (não causa) nenhum mal aos pacientes, e não buscar benefícios", disse o professor Ian Wilmut, diretor do centro de pesquisas regenerativas da Universidade de Edimburgo. "Quando isso for confirmado, o foco será o desenvolvimento do novo tratamento."

Chris Mason, especialista em medicina regenerativa da Universidade College London, disse que pesquisadores britânicos pretendem seguir os passos de seus colegas americanos e começar testes no ano que vem com células-tronco, para combater uma degeneração celular que causa cegueira.

O governo dos Estados Unidos atualmente briga na Justiça para permitir o financiamento público de pesquisas com células-tronco.

No mês passado, um tribunal de recursos do país suspendeu uma decisão judicial prévia que proibia pesquisas com células-tronco embrionárias financiadas com verbas do governo federal.

O debate, no entanto, não envolve as pesquisas realizadas em Atlanta, que são feitas com financiamento privado de US$ 170 milhões, da própria Geron. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Vão começar testes com células-tronco em pacientes paraplégicos, em Salvador

No Jornal Nacional de ontem, mostrou uma reportagem sobre a pesquisa de células-tronco, que serão testadas em pacientes paraplégicos este mês. Confira a reportagem completa:
Pesquisadores do Centro de Terapias Celulares do Hospital São Rafael, na Bahia, parceria com a Fiocruz, vão começar, este mês, os primeiros testes com células-tronco em pacientes paraplégicos. A pesquisa é desenvolvida em um hospital de Salvador, onde está um dos mais modernos centros de terapia celular da América Latina.

Cães e gatos com paralisia nas patas traseiras receberam injeções de células-tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se transformar em vários tipos de tecido. Todos tiveram melhora na musculatura que controla o fluxo de fezes e urina e mais da metade recuperou a sensibilidade e a força nas patas afetadas.

Agora, os cientistas da fundação Osvaldo Cruz começam a realizar o mesmo tratamento em 20 pessoas com paralisia. As células-tronco mesenquimais são retiradas do osso do quadril do próprio paciente, separadas e enriquecidas numa solução de hormônios e vitaminas. Na incubadora, em condições especiais de temperatura e umidade, as células-tronco mesenquimais se multiplicam. Elas são mantidas por até um mês. É este processo que oferece aos cientistas a quantidade de células-tronco que eles necessitam para a pesquisa.

Para este primeiro estudo, os cientistas selecionaram apenas pessoas que tiveram a medula rompida na região do tórax. Elas serão submetidos a uma cirurgia semelhante às realizadas nos animais. “Injetando diretamente na medula, no ponto onde você quer, no seu alvo, você tem uma maior concentração de células, que é o nosso diferencial em relação a outros estudos”, disse o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça.

A primeira cirurgia deve ser realizada ainda este mês. Depois de operados, os pacientes vão fazer fisioterapia durante seis meses e serão acompanhados pela equipe nos próximos dois anos. Os cientistas estão animados, mas cautelosos: “Ninguém tem expectativa que um paciente que vai ser tratado com células-tronco vai sair daqui correndo. Se eles tiverem melhora de alguns movimentos, isso já traz um benefício na qualidade de vida muito grande”, falou o pesquisador da Fiocruz Ricardo Ribeiro.